sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A Herança - Louisa May Alcott


Título: A Herança
Autora: Louisa May Alcott
Tradução: Vitória Paranhos Mantovani
Editora: Nova Cultural
Páginas:128




Nem tenho muito que resenhar desse livro, pois ele é pequeníssimo, menor até mesmo que um bestbolso da Record, contendo apenas 130 páginas. Foi o primeiro livro que Louisa escreveu, quando tinha apenas 17 aninhos.
Essa é a historia de uma moçinha Italiana que, órfã, foi acolhida por uma família muito bondosa da Inglaterra.
Ela cresce e torna-se uma bela mulher, causando a inveja de Lady Ida, uma moça extremamente invejosa e ambiciosa (tradução: vilã). A chegada de Lord Percy (:P) faz com que Lady Ida fique com ainda mais inveja, pois percebe que apesar de ele ser rico e cavalheiro, só tem olhos para Edith, umas simples preceptora.
Entretanto, Edith, com seus feitos maravilhosos, consegue um lugar especial na família, tornando-se mais que uma mera criada. Já dá para prever que Lady Ida, nada contente, persuade a pobre garota a evitar Lord Percy que, muito sagaz, percebe tudo que se passa ao seu redor. A Jovem, como uma verdadeira mocinha, acaba cedendo ao apelo de Lady ida e sofre em silêncio.
Não obstante, a moça ganha um admirador inconveniente, o qual ela tenta manter longe (e bem longe), mas que, encantado por sua beleza, não desiste de tentar conquistá-la e assim torna-se rival de Lord Percy.
Apesar de ser um livrinho pequenino, tem lá suas emoções e seus segredos e vale a pena.

Villette - Charlotte Brontë


Villette


Título: Villette
Autora: Charlotte Brontë
Tradutores: Fernanda Martins e Anaximandro Amorin
Ilustrações: Luiz Carlos C. Pereira
Editora: Pedrazul
Páginas:593


“A ausência do sofrimento era a maior aproximação de felicidade que eu esperava conhecer”
-- Villette – Charlotte Brontë (pag 107)


Com certeza o que todos querem saber primeiro (pelo menos assim eu penso) é se Villette é melhor que Jane Eyre. Eu tenho uma relação muito especial com Jane Eyre, desde o momento em que ele chegou em minhas mãos, eu senti que ia gostar da leitura. Mas eu não gostei de Jane Eyre, eu amei; esse livro me mudou de várias formas, tocou minha alma e ganhou o pódio do meu coração, perdendo apenas para o livrinho de capa preta.

Então é difícil para eu dizer que qualquer livro seja melhor que Jane Eyre, no entanto, Villette consegue ser magnífico também. A história é muito bem desenvolvida (aliás, é uma autobiografia). A trama não gira apenas em torno de Lucy Snowe, mas envolve uma mocinha encantadora, linda e doce chamada Polly, uma das primeiras personagens do livro que no começo não chega a ser tão amável, porém é tudo isso em sua fase adulta. Envolve também um gentil, afável e charmoso médico, John Graham, por quem ela desenvolve uma paixãozinha (e eu também porque ele consegue ser maravilhoso‼!). Todavia há também um professor nada gentil, bem grosseiro e que vive a zombar dela etc, por vários motivos, esse é o Monsieur Paul, que também se torna uma pessoa muito importante em sua vida.

Lucy Snowe fica por muito tempo trabalhando como professora em um colégio em Villette e lá ela tem que aturar muitas coisas desagradáveis por parte da diretora, Madame Beck. Lucy é obrigada a lidar com grandes tristezas e desafios, pois, como mencionado, o livro é uma autobiografia de Charlotte Brontë.

Se cada um tem um modo de enxergar as coisas, na minha visão a Lucy, apesar das adversidades, é mais humorada e mais respondona que a nossa Jane. Ela é simples, mas não é uma mulher fraca. Lucy Snowe, essa moça tímida que, presa em um sótão assombrado, tem mais medo de baratas e ratos do que de um fantasma, conquistou meu coração.

O livro em si não chega a ser muito romântico, explora sim o romance, mas não da forma como ele é explorado em Jane Eyre. Você sofre com a Lucy, você sente suas paixões, seus terrores, suas angustias, saudades, amores, você é Lucy, porque a Charlotte consegue fazer você se sentir o personagem, ela explora pontos tão verdadeiros, que é impossível você não conseguir absorver todos os seus sentimentos.

A minha rainha da literatura não me decepcionou. Villette é um livro delicioso, que você deve mastigar com calma e sutileza, para poder sentir a poesia das palavras em seu paladar e assim sentir o gosto esplêndido de sua genialidade.